Livreto Celebrativo | Benção dos Ramos, Procissão e Missa do Domingo De Ramos (Ano A)


LIVRETO CELEBRATIVO
BENÇÃO DOS RAMOS, PROCISSÃO E MISSA DO DOMINGO DE RAMOS
CELEBRADA POR DOM WESLEY MIGUEL

29.03.2026

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor inicia a Semana Santa, unindo a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém à sua Paixão. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor, antes da Missa principal, pela procissão ou pela entrada solene; antes de todas as outras, pela entrada simples. No entanto, em uma ou outra Missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão.

RITOS INICIAS

ACOLHIDA NO LOCAL DE SAÍDA DA PROCISSÃO

Na hora conveniente, reúne a assembleia numa igreja menor ou em outro lugar apropriado fora da igreja, para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos. 

O celebrante e os concelebrantes, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, acompanhados por outros ministros, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. Durante a procissão o sacerdote poderá usar pluvial em vez de casula.

Antes da Antífona pode se fazer o seguinte comentário:
Comentarista: Irmãos e irmãs, ao iniciarmos as celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, somos convidados a reconhecer que Ele é verdadeiramente o Senhor, mas um Senhor que ultrapassa o jeito humano de compreender. Jesus vem montado num jumentinho, entrega-se livremente nas mãos dos algozes e morre injustamente na cruz. Com isso, Ele não apenas assume para si a figura do Servo Sofredor, como manifesta de modo definitivo que sua divindade, exceto no pecado, assume, por amor, a nossa humanidade.

ANTÍFONA DE ENTRADA
(Ant.: Mt 21,9)

Logo após o comentário, Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:

V. Hosana ao Filho de Davi!
R.Hosana ao Filho de Davi!
V. Bendito o que vem em nome do Senhor!
 Hosana ao Filho de Davi!
R. Hosana ao Filho de Davi!
V. Rei de Israel, hosana nas alturas!
 Hosana ao Filho de Davi!
R. Hosana ao Filho de Davi! 

SAUDAÇÃO INICIAL

Terminado a antífona de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: A Paz do senhor esteja Sempre convosco 
Ass.:  O amor de Cristo nos uniu

E por breve exortação convida os fiéis a participarem ativa e conscientemente da celebração deste dia, com estas palavras ou outras semelhantes:

Pres.: Meus irmãos e minhas irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos o nosso coração pela penitência e obras de caridade. Hoje aqui nos reunimos e iniciamos, com toda a Igreja, a celebração do mistério pascal de nosso Senhor, sua morte e ressurreição. Para consumá-lo, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Por isso, celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

BENÇÃO DOS RAMOS

O sacerdote, de braços abertos, diz uma das orações seguintes:
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, santificai + estes ramos com a vossa bênção para que possamos chegar à eterna Jerusalém, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei. Que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Ass.: Amém.

O sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta.

Ⓔ O Bispo pode distribuir os ramos aos concelebrantes, aos ministros e a alguns fiéis. Em seguida, o Bispo deita incenso no turíbulo, dá a bênção ao diácono que vai proclamar o Evangelho e recebe o seu ramo, e fica com ele durante a proclamação do Evangelho. Se porventura fizer homilia, entrega o ramo e recebe a mitra e o báculo, a não ser que julgue preferível de outro modo

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada do Senhor em Jerusalém, segundo um dos quatro Evangelistas. Se for oportuno pode-se usar incenso.

EVANGELHO
(Mt 21, 1-11)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác. ou Sac.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Diác. ou Sac.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác. ou Sac.: Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”. Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”
℣.Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

PROCISSÃO DO DOMINGO DE RAMOS

Após o Evangelho poderá haver uma breve homilia. O sacerdote, o diácono ou um ministro leigo dá início à procissão com estas palavras ou outras semelhantes:
℣.: Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.
E todos respondem:
℟.: Em nome de Cristo. Amém.

Ⓔ O Bispo recebe a mitra e seu ramo. O báculo pode ser levado a frente do Bispo.

Inicia-se a procissão para a igreja onde será celebrada a Missa. À frente, vai o turiferário com o turíbulo fumegante, caso se use incenso; em seguida, o cruciferário com a cruz ornamentada com ramos, conforme o costume do lugar, entre dois ministros com velas acesas; depois o diácono com o Evangeliário, o sacerdote e os ministros, seguidos pelo povo com seus ramos.

CHEGADA DA PROCISSÃO E 
INÍCIO DA ENTRADA SOLENE

Tendo chegado a procissão, a porta da igreja (Fechada), o celebrante toma a cruz processional e batendo-a por três vezes, enquanto diz:
Pres.: Ó portas, levantais vossos frontões! Eleva-vos bem mais alto antigas portas, para que assim o Rei da Glória possa entrar!

De dentro da igreja o coral responde:
V.: Dizei-nos: Quem é o rei da Glória?

O presidente responde:
Pres.: O Rei da Glória é o senhor onipotente, o Rei da Glória é o Senhor Deus do universo!

O coral responde logo em seguida:
V.: Bendito és tú, que vens com tanto amor! Hosana nas Alturas!

Logo em seguida as portas das igreja se abrem, todos entram enquanto de toca o canto de entrada.

CANTO DE ENTRADA
(Hymnus ad Christum Regem - Gloria, laus et honor)

Gloria, laus et honor tibi sit, rex Christe redemptor, cui puerile decus prompsit Hosanna pium.

— Israel es tu rex, Davidis et inclita proles, nomine qui in Domini, rex benedicte, venis. 
— Cœtus in excelsis te laudat cælicus omnis, et mortalis homo, et cuncta creata simul. 

— Plebs Hebræa tibi cum palmis obvia venit;
cum prece, voto, hymnis, adsumus ecce tibi. 

— Hi tibi passuro solvebant munia laudis; nos tibi regnanti pangimus ecce melos. 

— Hi placuere tibi, placeat devotio nostra: rex bone, rex clemens, cui bona cuncta placent

Ⓔ Chegado ao altar, o Bispo entrega o ramo e depõe a mitra.

Chegando ao altar, o sacerdote o venera e, se for oportuno, o incensa. Dirige-se à cadeira (tira o pluvial e veste a casula). Omitindo os ritos iniciais da Missa e, se for oportuno, também o Kýrie, reza a coleta e prossegue como de costume.

ORAÇÃO COLETA

Após a entrada solene, o sacerdote começa a Missa com a Coleta.

Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o sacerdote abrindo os braços reza:
Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(Is 50, 4-7)

Leitor: Leitura do Livro do Profeta Isaías
O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
 (Sl 21(22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R. 2a))

                                                    

℟. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte. E agora o salve, se é verdade que ele o ama!” ℟.


— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! ℟.


— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! ℟.


SEGUNDA LEITURA
(Fl 2, 6-11)

Leitor: Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Salve, ó Cristo Obediente)

SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE!
SALVE, AMOR ONIPOTENTE,
QUE TE ENTREGOU À CRUZ
E TE RECEBEU NA LUZ!

O Cristo obedeceu até a morte,
Humilhou-se e obedeceu o Bom Jesus,
Humilhou-se e obedeceu, sereno e forte,
Humilhou-se e obedeceu até a cruz.

Salve, Ó Cristo Obediente!
Salve, amor onipotente,
Que te entregou à cruz
E te recebeu na Luz!

Os diáconos que vão proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pedem a bênção em voz baixa:
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.

EVANGELHO — Mt 27, 11-54
(forma breve)

℣.: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristosegundo Mateus 
Narrador 1 - Naquele tempo, Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Narrador 2 - Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1 - Jesus declarou: “É como dizes”,
Narrador 1 - e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Então Pilatos perguntou:
Narrador 2 - “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1 - Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Narrador 2 - “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 1 - Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Narrador 2 - “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 1 - Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar:
Narrador 2 - “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 1 - Eles gritaram:
Todos - “Barrabás”.
Narrador 1 -Pilatos perguntou:
Narrador 2 - “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”
Narrador 1 - Todos gritaram:
Todos - “Seja crucificado!”
Narrador 1 - Pilatos falou:
Narrador 2 - “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 1 - Eles, porém, gritaram com mais força:
Todos - “Seja crucificado!”
Narrador 1 - Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
Narrador 2 - “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”
Narrador 1 - O povo todo respondeu:
Todos - “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.
Narrador 1 - Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
Todos - “Salve, rei dos judeus!”
Narrador 1 - Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Narrador 2 - “Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
Narrador 1 - Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
Narrador 2 - “A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
Narrador 1 - Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
† - “Eli, Eli, lamá sabactâni?”,
Narrador 1 - que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
Narrador 2 - “Ele está chamando Elias!”
Narrador 1 - E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. Outros, porém, disseram:
Narrador 2 - “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
Narrador 1 - Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Todos se ajoelham um instante)

Narrador 1 - E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
Todos - “Ele era mesmo Filho de Deus!”
℣.:  Palavra da Salvação.
℟.:  Glória a vós, Senhor.

HOMILIA

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

PROFISSÃO DE FÉ
(Símbolo Apostólico)

Pres.: Professemos a nossa fé.
℟.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 
Às palavras seguintes até da Virgem Maria, todos se inclinam. 
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉS

Pres.: Irmãos e irmās, seguindo a Cristo, que entra em Jerusalém para assumir o projeto salvífico da Cruz, invoquemos o Pai misericordioso pela salvação de todos os homens, dizendo:

℟.: Pela paixão do vosso Filho, escutai-nos, Senhor.

1. Para que, reunidos em torno deste altar, celebremos com ânimo as festas pascais que se aproximam, sendo purificados de tudo o que obscurece a fé, enfraquece a esperança е extingue a caridade, peçamos.

2. Para que, recordando a graça do Batismo neste itinerário quaresmal, renovemos a renúncia ao maligno e reavivemos a adesão de fé ao Cristo ressuscitado, que é a força da nossa caminhada eclesial, missionária e pastoral, peçamos.

3. Para que os candidatos ao Batismo na grande Vigília Pascal sejam acolhidos como um grande dom do Pai, e desperte em todos nós a consciência de ser uma só família nascida das águas do Batismo, peçamos.

4. Para que o Espírito Santo desperte em nosso coração a consciência do pecado social e nos dê a coragem de procurar o sacramento da Reconciliação para que vivamos uma Páscoa renovada e animada em torno da Eucaristia e da comunidade dos irmãos e irmãs, peçamos.

Pres.: Pai de misericórdia, escutai a oração do vosso Povo, que celebra a paixão do vosso Filho, fazei que saibamos segui-lo com fidelidade em todos os momentos da vida. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
(Improperium expectavit)

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

Improperium exspectavit cor meum et miseriam:
et sustinui qui simul contristaretur, et non fuit;
consolántem me quæsivi, et non inveni:
Et dederunt in escam meam fel,
et in siti mea potaverunt me aceto.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração. 
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração: depois, coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio a oração.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo se levanta e responde:
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas;
Pres.: Pela paixão de vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

PREFÁCIO
(A Paixão do Senhor)

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: — O Senhor esteja convosco.
℟.: — Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: — Corações ao alto.
℟.: — O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: — Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: — É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.:  Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Inocente, dignou-se sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição trouxe-nos a justificação. Por isso, com todos os anjos, nós vos louvamos em alegre celebração, cantando sem cessar:

SANTO
(Sanctus)

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR DEUS DO UNIVERSO! O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA. HOSANA NAS ALTURAS! BENDITO O QUE VEM, EM NOME DO SENHOR! HOSANA NAS ALTURAS! 

ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo, fonte de toda santidade.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Santificai, pois,estes dons, derramando sobre eles o vosso Espírito, 
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, 
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
inclina-se levemente
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

Então prossegue:
Do mesmo modo, no fim da ceia, 
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos e, dando graças novamente, o entregou a seus discípulos.
inclina-se levemente
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: — Mistério da fé para a salvação do mundo!
℟.: — Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando, pois, o memorial da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o Pão da vida e o Cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Suplicantes, vos pedimos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
℟.: O Espírito nos una num só corpo!

1C: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro; e aqui convocada no dia em que Cristo venceu a morte e nos fez participantes de sua vida imortal; que ela cresça na caridade, em comunhão com o Papa Gregório, com o nosso Bispo N., os bispos do mundo inteiro, os presbíteros, os diáconos e todos os ministros do vosso povo.
℟.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

2C: Lembrai-vos também, na vossa misericórdia, dos nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida; acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
℟.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!

3C: Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos, (São N.: Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos que neste mundo viveram na vossa amizade, a fim de vos louvarmos e glorificarmos
une as mãos
por Jesus Cristo, vosso Filho.

DOXOLOGIA

Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém!

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.


SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.

FRAÇÃO DO PÃO
(Agnus Dei)

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio.

Enquanto isso, canta-se:
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE, TENDE PIEDADE,TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE, TENDE PIEDADE,TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ, DAI-NOS A PAZ, DAI-NOS A PAZ, SENHOR, A VOSSA PAZ.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO
(Pater si non potest)

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e 
reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:

℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
E comunga.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

— Pater, si non potest hic calix transíre, 
nisi bibam illum, fiat volúntas tua.

1. Deus, Deus meus, quare me dereliquisti?

2. Deus meus, clamo per diem, et non exaudis, et nocte, et non est requies mihi. 

3. In te speraverunt patres nostri, speraverunt, et liberasti eos; ad te clamaverunt et salvi facti sunt, in te speraverunt et non sunt confusi.

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:

Pres.: Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:
Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte de vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

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ORAÇÃO DO ANO JUBILAR ARQUIDIOCESANO

Pres.: Ó Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós te damos graças e te bendizemos por tantas maravilhas realizadas na tua Igreja nesta Arquidiocese de São João del Creeper, ao longo destes cinco anos de ação evangelizadora. Conduzidos pela caridade de Cristo, somos chamados a testemunhar com fé, esperança e caridade, na justiça e na paz, o Batismo que nos lavou, o Sangue que nos deu nova vida e o Espírito que nos ungiu. Anunciando a Boa-Nova em novos tempos, queremos seguir em missão, atentos aos clamores e às necessidades de nossos irmãos, guiados e iluminados pelo teu Espírito, vivendo da misericórdia que vem de ti. Dá-nos a graça de responder com fidelidade às exigências da ação evangelizadora da Igreja, formando teu povo e colaborando na construção do teu Reino. Nossa Senhora do Pilar, nossa Mãe e Padroeira, intercede por nós. 
Ass: Amém.

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RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL
(Benção solene — Paixão do Senhor)

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Deus, o Pai de misericórdia, que vos deu um exemplo de amor na paixão do seu Filho, vos conceda, pelo vosso serviço a Deus e ao próximo, o dom inefável da sua bênção.
℟.: Amém.

Pres.: Deus que, pela morte do Filho na cruz nos livrou da morte eterna, vos conduza à vida que não tem fim.
℟.: Amém.

Pres.: Deus torne participantes da ressurreição de Cristo a vós que seguistes o seu testemunho de humildade.
℟.: Amém.

Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣.: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
℟.: Graças a Deus.
Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.
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