LIVRETO CELEBRATIVO
BENÇÃO DA PRAÇA SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
PRESIDIDO POR DOM EMANUEL CARD. GOMES
RITOS INICIAIS
A vida humana encontra uma ajuda eficaz no uso dos meios ou instrumentos que permitem encurtar as distâncias e tornar possível o encontro, a união e a mútua comunicação entre os homens, e que podem designar -se de modo genérico como meios relacionados com as des locações humanas, como, p.ex.,estradas, praças, pontes, caminhos de ferro, portos, veículos de todo o género, barcos e aviões. Dado que o uso destes meios aumenta a consciência das obrigações mútuas, proporciona também uma boa ocasião para bendizer a Deus e ao mesmo tempo orar pelas pessoas que os vão utilizar.
O rito de bênção aqui proposto pode utilizar-se na inauguração desses meios, que de algum modo se relacionam com as viagens ou deslocações humanas. Contudo, se em algum lugar é costume, em determinados dias, dirigirem-se à igreja com automóveis ou outros meios de locomoção para implorar a bênção divina como protecção de Deus para as respectivas viagens, pode fazer-se uma celebração especial para este caso, utilizando os elementos contidos neste rito.
A bênção das estradas, pontes, praças e caminhos de ferro destinam-se à comunidade em cujo benefício se constroem. Por isso requere-se a presença da comunidade ou, ao menos, de alguns delegados que a representem.
Este rito de bênção pode ser utilizado por um sacerdote ou um diácono, ou também por um leigo que seguirá os ritos e fórmulas para ele previstos.
Para adaptar a celebração às circunstâncias do lugar e das pessoas, podem tomar-se algumas partes deste rito de bênção, conservando sempre a sua estrutura e os seus ele mentos principais.
Quando se procede à bênção de um só veículo, pode utilizar-se o rito breve que adiante se propõe: nn. 673-677 (pp. 260-261).
SAUDAÇÃO
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.
Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Então o ministro prepara os presentes para receberem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Cristo, Filho de Deus, veio ao mundo para reunir os que andavam dispersos. Por conseguinte, tudo o que contribui para que os homens se unam entre si corresponde aos desígnios de Deus, já que a construção de novas vias de comunicação e o progresso técnico dos transportes aproximam os homens, suprimindo a separação entre eles, provocada por acidentes geográficos, como as montanhas, os rios e os mares, ou simplesmente pelas grandes distâncias. Invoquemos o Senhor, para que abençoe os que trabalharam na construção desta obra e proteja com o seu auxílio os seus beneficiários.
LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
O leitor ou um dos presentes ou o próprio ministro lê um texto da Sagrada Escritura que se relacione o mais possível com as circunstâncias concretas
Leitor: Escutai, irmãos, as palavras dos Actos dos Apóstolos
Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo os mais religiosos dos homens. Na ver dade, quando andava percorrendo e observando os vossos monu mentos sagrados, encontrei um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, é o Senhor do céu e da terra; não habita em templos feitos pelas mãos dos homens, nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. Ele dá a todos a vida, a respiração e tudo o mais; criou de um só homem todo o género humano para habitar sobre a superfície da terra; fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurem a Deus e se esforem realmente para O atingir e encontrar. E Ele, na verdade, não está longe de cada um de nós. É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: ‘Somos da raça de Deus’».
SALMO RESPONSORIAL
(22 (23), 1-6 (cf. 3b))
— Guiai-me, Senhor, nos vossos caminhos.
— O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.
— Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo
— Para mim preparais a mesa, à vista dos meus adversários; com óleo me perfumais a cabeça e o meu cálice transborda
— A bondade e a graça hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.
PREGAÇÃO
(Facultativa)
Conforme as circunstâncias, o ministro faz uma breve alocução aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração.
ORAÇÃO DOS FIÉIS
Pres.: Oremos humildemente a Jesus, Nosso Senhor, que é o caminho que nos conduz à pátria celeste:
Ass.: Dirigi os nossos passos, Senhor, nos vossos caminhos.
1. Senhor Jesus Cristo, que, tomando a nossa condição humana, quisestes conviver com os homens, concedei-nos que, animados com a vossa contínua presença, sigamos com alegria os caminhos do vosso amor.
2. Senhor Jesus Cristo, que percorrestes cidades e aldeias, anunciando o Evangelho e curando os enfermos, manifestai a vossa presença nas praças e ruas da nossa terra e confortai-nos com a vossa misericórdia.
3. Senhor Jesus Cristo, que socorrestes os discípulos quando navegavam sobre o mar e os livrastes do perigo, assisti-nos sempre com o vosso auxílio nas tempestades desta vida
4. Senhor Jesus Cristo, que Vos fizestes companheiro de viagem dos discípulos a caminho de Emaús, abençoai os nossos passos e aquecei os nossos corações com a vossa palavra.
5. Senhor Jesus Cristo, que, subindo ao Céu, nos abristes o caminho da Jerusalém celeste, amparai-nos durante a nossa peregrinação sobre a terra para que cheguemos um dia a habitar convosco na casa do Pai.
6. Senhor Jesus Cristo, que nos confiastes como filhos a Maria vossa Mãe, dai-nos, por sua intercessão, segurança e bom êxito nos nossos caminhos, para que possamos finalmente contemplar o vosso rosto e viver na vossa alegria para sempre.
BENÇÃO DA PRAÇA
Segue-se a oração de bênção, como adiante se indica.
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio. Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:
Deus de misericórdia, que em qualquer região da terra nunca estais longe dos vossos fiéis e velais com solicitude paterna por aqueles que em Vós confiam, dignai-Vos dirigir com a vossa graça e acompanhar com a vossa protecção todos aqueles que passarem por esta praça, de modo que, amparados sempre com o vosso auxílio, sejam livres de toda a adversidade, consigam a realização dos seus desejos e cheguem felizmente ao lugar do seu destino. Por Nosso Senhor.
℟.: Amém.
ASPERSÃO
Depois da oração de bênção, se parecer oportuno, o ministro asperge com água benta os locais, os veículos e as pessoas, enquanto se entoa um cântico apropriado.
DESVELAÇÃO DO MONUMENTO SANTA TERESINHA
O presidente da celebração dirigir-se ao monumento para desvela-ló, enquanto isso cante-se um hino apropriado.
BÊNÇÃO FINAL
Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: Amém.
Pres.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: Amém.
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Glorificai o Senhor com a vossa vida; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℟.: Graças a Deus!
Feita com os ministros a devida reverência, retira-se
